Hosea’s Wife

•Dezembro 28, 2008 • Deixe um comentário

Bom, a postagem de hoje vai ser bem curta. Só quero deixar um vídeo para vocês. É uma música da Brooke Fraser, “Hosea’s Wife”. 
Fiquem com D’us.

Letra:
I just spoke silence with the seeker next to me She had a heart with hesitant, halting speech That turned to mine and asked belligerently “What do I live for?” 
I see the scars of searches everywhere I go From hearts to wars to literature to radio There’s a question like a shame no one will show “What do I live for?” 
We are Hosea’s wife We are squandering this life Using people like ladders and words like knives 
CHORUS If we’ve eyes to see If we’ve ears to hear To find it in our hearts and mouths The word that saves is near Shed that shallow skin Come and live again Leave all you were before To believe is to begin 
There is truth in little corners of our lives There are hints of it in songs and children’s eyes It’s familiar, like an ancient lullaby What do I live for? 
We are Hosea’s wife We are squandering this life Using bodies like money and truth like lies 
CHORUS 
Bridge We are more than dust That means something That means something We are more than just Blood and emotions Inklings and notions Atoms on oceans 
Tradução:
Falei silenciosamente com a procuradora ao meu ladoEla tinha um coração hesitante e linguagem pausadaTornou-se ao mim e perguntou agressivamente“Para quê eu vivo?”
Eu vejo cicatrizes de buscas em todo lugar que vouDe corações a guerras, a literatura, ao rádioHá uma pergunta como uma vergonha que ninguém mostra“Para quê eu vivo?”
Nós somos a esposa de OséiasNós estamos desperdiçando essa vidaUsando pessoas como escadas e palavras como punhais
Se temos olhos para verSe temos ouvidos para ouvirPara achar em nossos corações e bocasA palavra que salva está próximaLivre-se dessa pele superficialVenha voltar a viverDeixe tudo o que você era antesAcreditar é começar
Há pequenas verdades nas esquinas de nossas vidasHá insinuações destas em músicas e olhos de criançasÉ familiar, como um canção antigaPara quê eu vivo?
Nós somos a esposa de OséiasNós estamos desperdiçando essa vidaUsando corpos como dinheiro e verdades como mentiras
Nós somos mais que poeiraIsso é significativoIsso é significativoNós somos mais que apenasSangue e emoçõesIdéias e noçõesÁtomos em oceanos

Um tipo de luto.

•Dezembro 25, 2008 • 2 Comentários

Peguei do blog do Salem.

Nessa terça-feira passada (a mais cinzenta de todas!) foi revelada a mais desgraçada das notícias e nesta quarta-feira eu fui tomar conhecimento dela e, quando a li, escuro ficou o sol aos meus olhos e a mais profunda tristeza tomou meu coração:

Após várias semanas de especulação sobre o futuro da franquia Nárnia, Disne anuncia que não estará envolvida com “A Viagem do Peregrino da Alvorada”.

Recusando-se a dar mais detalhes, Disney e Walden Media confirmaram na terça-feira que, por razões de custos e logística, o estúdio localizado em Burbank, Califórnia, não exercerá sua opção de co-produzir e co-financiar o próximo filme Nárnia com a Walden.

O terceiro filme da série, baseado no clássico de CS Lewis, estava em produção e com início de gravações marcados para o outono de 2009, com lançamento em maio de 2010. A notícia põe a participação do grupo em dúvida. Michael Apted estava listado para dirigir o script de Steven Knight. O elenco principal do segundo filme, Príncipe Caspian – Ben Barnes, William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes e Georgie
Henley -, retornariam para o terceiro filme.

A Walden mantém uma forte relação com os responsáveis pela propriedade do Lewis e comprará o “Peregrino” na esperança de encontrar um novo parceiro. O candidato mais provável até o momento é a Fox, que vende e distribui as produções Walden sob a denominação Fox Walden.

Nenhum ser que já tenha andado sobre a superfície deste velho planeta tem conhecimento do que Nárnia representa para mim.

E já é tempo de alguém trabalhar para que os sete episódios da série seja adaptados de preferência para a sétima arte. A Walt Disney desrespeitou os fãs a muito tempo, seja pela má propaganda, seja pela desconsideração com o filme que deu destaque a empresa e, inclusive, ganhou um Oscar e está entre os favoritos para a octogésima primeira cerimônia do prêmio. Agora ela nos apunhá-la pelas costas pulando fora do barco assim, de repente, enquanto a produção do terceiro filme já está a meio caminho andado com gravações agendadas para começarem daqui à duas semanas.

Agora resta me esperar a observar se a Walden Media vai seguir com o projeto adiante, o que acredito que ela faça por ter um grande respeito com toda obra de C.S. Lews – que ele viva para sempre! – e demonstrou imensa admiração pela série, que é um dos projetos mais importantes da empresa.

Quem conhece o Salem, sabe que ele é um dos maiores narnianos do Brasil (perde só pra mim claro :P ). E, como ele, eu estou meio triste com a notícia e faço todas as palavras dele como se fossem minhas.
Esperamos que a Walden Media faça uma boa escolha e não faça nenhuma besteira com a série.


ATUALIZAÇÃO

É claro que não é verdade, mas bem que eu gostaria que isso logo fosse anunciado oficialmente:

Claudinha Leitte cantando "Jesus Cristo"

•Dezembro 21, 2008 • 1 Comentário

Encontrei este vídeo da Claudia Leitte cantando “Jesus Cristo” do Roberto Carlos na gravação do DVD “Paz sim, violência não” do Padre Marcelo Rossi.

Muito bonito, e vale a pena assistir.
Se Claudia Leitte é evangélica? Achei um texto dela mesmo explicando.
Querido Irmao, nao sou Evangelica. Isto eh um fato, mas, definitivamente, carrego em meu peito o nome do Senhor Jesus. Ele eh a minha bandeira, o meu caminho, meu TUDO, minha Vida. Nao saberia explicar o verdadeiro motivo de estar cantando “determinadas” musicas que fazem parte do meu repertorio, pois eu me faco essas mesmas perguntas (Rs), mas o Senhor me conduz, Nele eu confio, e Ele me alerta quanto a essas preocupacoes sempre. Ele estah comigo. Sou Crente. Sou crista. Isto, apesar de todas as interrogacoes, eh suficiente. Sigo a PALAVRA, ELA eh minha Bussola.
Fiquei feliz por estes questionamentos publicados por voce e discutidos aqui, ao passo que me deixei seduzir pela vaidade em alguns momentos, sobretudo, quando pensei que “o povo de Deus se reconhece”… Eu cheguei a me perguntar em voz alta:” Por que me julgam desta forma? ” Perdao. Nao tenho o direito de exigir que me aceitem, isso eh vaidade. Entretanto, gostaria de dizer a voce, cujo nome nem sei (Rs), que, apesar de nao frequentar mais a igreja, a oracao eh constante em minha vida, de modo que todo canto que chego, se transforma num templo do Senhor Jesus. Meus pais, irmaos e amigos estao numa corrente forte junto comigo e, alem disto, Jesus nao deixou religiao nehuma neste mundo e ELE sabe-”Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propus que a minha boca não transgredirá”- que, ainda que meus sorrisos nao demonstrem isso em alguns programas de TV, ainda que nem todos percebam, ainda que eu, como voce e tantos outros, me perca algumas vezes, a misericordia do Pai eh para comigo, pois sou consagrada e Ele me conhece.
O que posso pedir a vc, e acredito que isso eh parte da minha caminhada, pois todo plano de Deus eh perfeito- logo, nosso encontro nao eh mero acaso- eh que interceda por mim junto a sua comunidade, pois eu necessito. “Nossa luta nao eh contra a carne, mas contra os principados e as potestades”. Preciso de mais soldados comigo.
A proposito, esta musica- “Pensando em Voce”- nao foi uma oferta do inimigo para mim ( estah repreendido em nome do Senhor Jesus ), ao contrario, ha pouco mais de um ano atras, atraves da INTERNET (Rs), conheci o compositor e grande cantor, Henrique Cerqueira, que me deu a honra de levah-la aos ouvidos de muitos jovens que necessitam do amor de Cristo neste Pais, e que se tornou um grande amigo e aliado. Desejo continuar sendo um veiculo, uma porta-voz do Pai.
Embora tenha sido muito tocada pelo Pimentas do Reino ( a banda em que Henrique cantava ) ela estah em primeiro lugar faz uma semana nas radios de Sao Paulo e, perceba os planos de Deus, nao sao radios que tocam musica Gospel.
O mais “engracado” eh que ao fazer uma busca na internet sobre a musica, me deparei com o seu Blog. Sei que Jesus estah voltando e que Ele me ama, que Ele sempre me usou. Essa eh a resposta a sua pergunta. Se voce tiver a oportunidade de escutar “Amor Perfeito”, uma releitura que fiz no primeiro disco do Babado Novo, vai entender que eu O louvo e sempre o farei. Ajude-me.
Seria esse comentario apenas ACASO?
Espero manter contato para que voce escute o meu testemunho e a gente atraia mais pessoas, principalmente jovens, para o VERDADEIRO E UNICO CAMINHO.

“Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,
Dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando.
Na sua gordura se encerram, com a boca falam soberbamente.
Têm-nos cercado agora nossos passos; e baixaram os seus olhos para a terra;
Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que se põe em esconderijos. Levanta-te, SENHOR, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, com a tua espada;”

Este eh o Salmo 17, tenho meditado bastante nele.

Obrigada e que a Paz do Senhor esteja contigo.

Um forte abraco.

Claudia Leitte

PS: Entre no meu endereco: www.blogdaclaudinha.com.br
Encontrei o texto da Claudia Leiite aqui.

Quem inventou o amor? Me explica por favor…

•Dezembro 12, 2008 • Deixe um comentário

Bom, fica aí pra vocês hoje uma música da Legião Urbana.

“Antes das Seis”

Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?

Não temerei mal algum…

•Novembro 30, 2008 • 3 Comentários

Conto para o desafio “Labirintos” na Sociedade INK.

Avner acordou, mas continuou deitado na cama. Ainda estava escuro, mas ele tinha que ir para a escola. Logo no sábado, pensou.
Ele não tomara banho, não acendera uma luz, e não comera nada. Ele, como em todos os sábados, acordava atrasado, pois seu despertador ficava sempre desligado. Ele era o único que fazia isto. Seu irmão ligava o computador, a TV e as luzes da casa. Seus pais então…

Ele estava na faculdade, e como quase toda faculdade normal, tinha aulas no sábado, e ele não podia descansar. Ele tinha arranjado uma casa, e finalmente ele iria economizar o dinheiro do restaurante, pois ele não comia em casa.

Ele se levantou relutante, e seu corpo de 19 anos mostrava que ele estava um pouco fora de peso. Seu nariz, um pouco maior do que o do resto das pessoas, mostrava o porque de alguns comportamentos estranhos. Ele não tinha uma marca em seu corpo. A única marca que ele tinha, fora feita nele aos oito dias. Seus colegas diziam que ele era louco, pois ele não comia quase nada do que eles comiam. Aliás, ele também não comia na escola, pois a única coisa que tinha por lá eram os famosos mistinhos e cachorros-quentes e alguns sanduíches.

Ele não pegara o ônibus, evitara. A faculdade não ficava tão longe de casa, ele poderia ir andando. Ele não era o único. Sua amiga, Sima, fazia o mesmo. Alguns chamavam os dois de loucos. As vezes, Avner ia comer na casa de Sima, pois na casa dela, ele poderia comer livremente, sem se preocupar com nada. O pai de Sima, Jacob, fazia questão que o amigo da filha ficasse por lá, e as vezes, ele participava com eles da festa de Fim de Ano, ou do dia do descanso.

Naquele dia, Sima não iria para a faculdade, ela avisara Avner antes, pois seu pai estava doente. O rapaz passaria na casa de Sima antes. Ele usava o símbolo de que tinha alguém junto com ele. Ao ele virar uma rua antes da casa de Sima, dois rapazes de bicicleta pediram informação a Avner. Ele, educadamente, virou e fora responder aos rapazes. Então ele pode ouvir.
- Fica quieto, seu filho de uma vadia. ‘Tá vendo aquele labirinto, entra lá e vai indo até a gente acha que ‘tá bom. A gente “estamos” armado e vai atirar se tu não fazê o que “nóis” pede.
Ele foi, e aguardou a ordem dos assaltantes. Eles entraram logo em seguida, e quando chegaram começaram a espancar o coitado.
Eles chutavam seus pés, suas pernas, seus braços e sua barriga.
- Fica quieto, e não grita!
E ele ficou. Um dos rapazes, tirou o pequeno arco da cabeça de Avner, e começou a socar seu rosto, cada soco mais forte que o outro, equanto o outro rapaz continuava a chutá-lo, mais forte.
- ‘Tá vendo! É pra tu aprender. ‘Cê tem que parar com essas merdas, ninguém vai vir te salvar não, seu idiota. Do que adianta tu usar isso na cabeça… Se ferrou, seu merda.
Avner chorava baixinho, e levou as mãos ao peito, e começou mentalmente a rezar.
O Senhor é o meu pastor e nada me faltará…

Os dois rapazes estavam cada vez mais excitados com aquilo. Espancar um rapaz que era seguidor do que eles mais odiavam. Eles não cresceram com isso, mas aprender sobre isso na escola quando eles eram menores fez o sentimento crescer. Eles tinham tatuagens com o símbolo nazista, e eles mostravam o que eles realmente queriam.
Avner continuava a rezar…
Ainda que eu ante pelo vale da sombra da Morte, não temerei mal algum porque Tu estás comigo…
- Vai logo, Caim, faz o que tu quer fazer logo.
Avner parou de rezar e olhou para o rapaz que se chamava Caim. Ele tinha um nome que era de sua crença, e o negava.
A mãe de Caim se chamava Sarah, e naquele momento ela estava estudando a Torah. Caim também tinha o sangue judeu correndo nas veias. Avner e Caim tinham o sangue judeu correndo nas veias. Mas Caim o negava. Ele não queria ser como a mãe, que seguia as leis, que era religiosa. Pra ele, se ele fosse seguir alguma lei, ele seguiria a lei de Sodoma. E era o que ele queria fazer. Era o que ele estava indo fazer agora.
Caim abriu o cinto de Avner e abaixou as calças dele, e tirou-lhe a cueca, e depois tirou o resto de sua roupa, deixando o rapaz totalmente nú.
- Olha só, Ricardo – disse Caim – ele é circuncidado! – e ambos riram. Caim iria tentar esconder o máximo que podia de Ricardo que ele também, ao oitavo dia de vida, fora circuncidado. Ele seguira a religião até seus 10 anos, quando um colega lhe apresentou os prazeres mundanos. Ele ainda se lembrava de dizer ao colega que era contra a Lei, e o colega dizendo que ninguém, nem mesmo Deus iria ver.

Caim colocou Avner deitado de barriga para baixo no chão, e abrira o ziper de sua calça. Quando ele chegou perto do corpo do judeu, algo aconteceu. Avner estava pedindo proteção, e ela veio. Caim olhou para o lado, e viu um homem enorme, totalmente vestido de branco segurando uma espada. Caim ficou parado, e se levantou alguns segundos depois.
- Fora! – gritou o homem com a espada. Caim e Ricardo pegaram as suas bicicletas e correram. Um outro homem, correra atrás deles, e na correria, Caim e Ricardo foram atropelados e mortos na hora.
O primeiro homem ficou cuidando dos ferimentos de Avner, enquanto vestia nele a roupa. Avner, conseguiu se levantar com muito esforço, e o homem colocou o kipá em sua cabeça. Avner murmurou algumas palavras em agradecimento ao homem, mas não conseguia andar.

O homem pegou sua espada e tocou no coração de Avner, e seus ferimentos foram curados na hora, dando uma força maior ao rapaz.
- Vá. – disse o homem – O pai da sua escolhida precisa de você. Entregue isso a ele assim que chegar lá.
O homem entregou a Avner uma corrente de ouro, com uma estrela de David. E Avner foi.
Assim que chegou a casa de Sima, contou tudo à Jacob, e lhe entregou a corrente. Jacob fora curado das doenças na hora, e chamou a filha. Assim que ela chegou ao aposento do pai, ele lhe mostrou a corrente dourada. Era a prova que Sima pedira. Avner era seu escolhido. Ela contou ao rapaz do que tinha pedido para Deus como uma prova, e Avner contou pra ela o que o homem lhe disse.

Três anos depois, os dois estavam casados. Um ano após o casamento, Sima dá a luz a um filho. E decide chamá-lo de Jacob, por, além de ser o nome do avó do menino, significava protegido.

Lançamento de Brisingr

•Novembro 22, 2008 • 1 Comentário


Daqui a algumas horas estarei colocando as mãos num exemplar de Brisingr!

E estarei postando as fotos do lançamento na Livraria Cultura aqui pra vocês!

Depois de alguns anos de espera, finalmente poderemos ler a parte 1 do desfecho do Ciclo da Herança.

Para saber mais sobre o Ciclo da Herança, acesse o site oficial, www.eragon.com.br, ou em breve o Eragon Brasil, que estreiará com novo layout, nova equipe e novos conteúdos.

Brisingr é o terceiro livro do Ciclo da Herança, de Christopher Paolini, que é composto por Eragon, Eldest, Brisingr e um próximo livro. Também foi adaptado para o cinema e video-games o primeiro livro, Eragon.

FOTOS: Em breve

O Palhaço e a Garotinha

•Novembro 21, 2008 • 2 Comentários


Pois é! Resolvi postar um conto meu. Espero que gostem.

O Palhaço e a Garotinha

Um palhaço com uma roupa azul, com listras brancas e pretas, estava no centro do palco. Sua maquiagem estava um pouco borrada, como se ele estivesse chorado alguns minutos antes. E foi mais ou menos isso que aconteceu, é claro.

Ele tinha sido acabado de saber que ele estava fora do circo: aquela era a sua última apresentação. Ele estava lá desde quando era criança, e não aceitava aquilo, porque ele se dedicou desde pequeno ao circo, e agora, ele tinha sido mandado embora.

“Vou fazer”, pensou, “a minha melhor apresentação”. E foi o que tentou. O palhaço estava mais engraçado do que antes. Ele pulava, caia, fazia as pessoas rirem.

Em um certo momento do espetáculo, uma criança percebeu que o palhaço estava triste. E num pequeno intervalo entre a próxima palhaçada, ela saiu correndo da arquibancada, e foi até o palhaço, e deu um abraço apertado nele.

– Não fique assim… – disse a garota, com sua vozinha infantil.- Vai ficar tudo bem, calma…

A criança não entendia… Afinal, foram anos se dedicando ao circo, e agora, ele era chutado como um cachorro por seu dono rabugento.

Porém, ele não desistiu. Sua maquiagem agora estava borrada pelo suor que caia de seu rosto. Ele olhava para a garotinha, na primeira fileira, e encontrava forças. E cada vez, tornava aquele o melhor espetáculo da temporada.
Coincidentemente, um crítico do jornal de maior circulação da região estava por lá. E ele estava impressionado com a dedicação do palhaço. E anotava tudo em sua caderneta. Ele percebeu que as pessoas não se cansavam do palhaço, pelo contrário, quando um trapezista ou um domador ia fazer seu espetáculo, as pessoas gritavam pedindo a volta do palhaço. Ele era a estrela.
Quando a apresentação acabou, contrariando o que o público queria, o palhaço fora tirar sua maquiagem. Enquanto ele passava o algodão no rosto, o dono do circo foi até ele.
- Belo trabalho… Acho que vamos cortar outra pessoa no seu lugar, e…
O palhaço se virou com revolta.
- Agora eu quero ir embora.
E pegara tudo que era dele.
Depois daquele dia, o palhaço nunca mais fora visto por uma semana inteira, e o circo acabou falindo, pois o que as pessoas queriam ver era o palhaço, e na apresentação seguinte quando viram que o palhaço não estava mais, ninguém mais quis ver o circo. Ele fora pra outra cidade, mas perdera a graça. As pessoas queriam o palhaço. Pediam por mais. Gritavam por más.

A critica acabou saindo, pois o crítico achou que aquele palhaço deveria encerrar sua carreira dignamente. O texto foi o mais comentado da semana, e rendeu um recorde de cartas para o jornal.

Passaram-se meses, e um novo circo foi anunciado na cidade. Um dia antes do circo ter sua estréia, foram enviados convites para revistas e jornais. Era a primeira apresentação daquele circo. Eles queriam apresentar seu show ali, na cidade onde um circo acabou. A imprensa, como não perde uma, foi. E quem era o Mestre do Picadeiro agora? Aquele palhaço. O espetáculo durou mais do que o esperado, pois além das apresentações normais, o palhaço também fazia seu show. E a reação da platéia fora maior do que a daquele dia. Ele agora tinha se dedicado mais, e o sorriso no seu rosto era evidente por todos. Ele tinha sua maquiagem manchada não por lágrimas, mas pelo suor de sua dedicação.

Alguns críticos fizeram uma crítica rápida para serem impressas no jornal de outro dia, outros publicaram em seus blogs alguma coisa sobre o circo.
No primeiro dia de abertura ao público, os jornais fizeram cobertura. A cidade ficou deserta, e pessoas de cidades vizinhas vieram ver o espetáculo. Emissoras de TV compraram os direitos para exibir ao vivo nos canais, pois várias pessoas ficaram do lado de fora. Com tudo aquilo, o palhaço ainda se preocupava com uma coisa. E procurava ela por todos os lados. A garotinha que o abraçara. Ele procurou, procurou, procurou até o fim do espetáculo. E não encontrara.
Depois que todos foram embora, as luzes foram desligadas, e ele já se preparava para dormir, ele ouviu batidas na porta de seu ônibus.
- Já vou! – gritou.
Quando ele abriu a porta, a garotinha o abraçou.
- Eu não disse, – falou a garota – que daria tudo certo?
O palhaço riu. Afinal, a garotinha tinha razão.

Sementes no Gelo

•Novembro 16, 2008 • 11 Comentários


Primeiro livro de André Vianco que eu li. E gostei. Estou totalmente animado para ler a série “O Turno da Noite”.

Sementes no Gelo conta a história de um detetive particular que, por ter que pagar seu aluguel, aceita o caso de uma antiga amiga que é atormentada por fantasmas. Este caso começa a se ligar a outro, que se liga a outro, e que leva a vários embriões que estão congelados em tambores de uma clínica de inseminação artifícial em Osasco.

O detetive se vê marcado por um fantasma que se lembra da sua antiga vida, e que está decidido matá-lo.

Vários fantasmas começam a matar pessoas que merecem: estrupadores, pedófilos e etc. Porém, o que aconteceria se eles ficassem com vontade de matar pessoas inocentes?

O detetive acaba sendo vítima de um amigo de infância, e a trama então começa a se desenrolar.

André Vianco explora o sobrenatural, com um livro que te prende do início ao fim.

Sementes no Gelo foi criado após o autor assistir em um telejornal uma matéria sobre embriões congelados e as legislações em países que proibiam a destruições de embriões não utilizados para servirem a uma mãe que não poderia gerar filhos normalmente.
Contém uma linguagem meio adulta, com vários palavrões, e gírias típicamente brasileiras que não tiram a beleza do livro.

André Vianco está lançando seu novo livro, O Caminho do poço das lágrimas pela Novo Século.
Para saber mais sobre o autor acesse: www.andrevianco.net

Nota para o livro: 8/10


Me desculpem se a resenha parecer boba, é a minha primeira.

A vida, o universo e… um copo de Milk Shake!

•Novembro 11, 2008 • 10 Comentários

Aqui na minha cidade, está fazendo muito sucesso as lojas de Milk Shake. Inclusive eu, estou me viciando no tamnho grande de Milk Shake.

E como todo escritor normal, a nossa mente fica pensando. E eu comecei a observar as pessoas na rua, que tinham um copo de Milk Shake na rua.

Eram pessoas, umas diferentes da outra. Algumas tinham um ar superior, outras não. Algumas estavam apressadas para seu trabalho, outras não. Alguns eram negros, outros não. Mas todos compartilhavam uma coisa em comum: o gosto pelo Milk Shake.

C. S. Lewis disse uma vez, que nós não temos uma alma, mas sim um corpo, porque nós somos uma alma. Se Lewis, como eu sempre acho que está, estiver certo, todos nós somos iguais. E deveríamos pegar como exemplo o copo de Milk Shake. Ele não escolhe a classe social de quem vai saboreá-lo. Mas ele sabe que é uma alma.

Os seres humanos são iguais. A sociedade que os torna diferentes.

E pude perceber que, pessoas que as sociedades tornou diferentes, estavam indo a loja de Milk Shake, junto com outras, para adquirir o mesmo produto, e sair de lá com o mesmo prazer do outro: saborear seu Milk Shake.

E se o Milk Shake resolvesse ser vendido apenas para os negros e asiáticos?

E se uma blusa dissesse em alto e bom som: SÓ SOU VENDIDA PARA ALEMÃS.

Todos somos iguais, não importando nossa cor de pele, cabelos, ou classe social.

Enquanto quem está no poder não pensar no próximo, nada vai pra frente.

Todos temos o mesmo destino: voltar para o Pó.

É a hora de te jogar para o Underground…

•Setembro 28, 2008 • 1 Comentário

Sejam bem vindos ao MEU UNDERGROUND.

Como disse uma suposta música que nunca foi e nem será lançada:

Você tinha me convidou para jogar com os meus próprios sonhos,
Você me fez ir desta forma,
Mas agora eu não vou tomar cuidado
Pois é a minha vez e eu vou te colocar no subterrâneo…

Seja bem vindo ao meu subterrâneo…

É claro, agora o blog não é mais o subterrâneo, e sim, seu lugar acordado.